Filmes Que Te Deixam Com a Sensação De Ter Sido Atropelado

Já tiveram a sensação de, ao final de um filme, terem sido atropelados por um caminhão? Seja por ser extremamente confuso ou muito perturbador, algumas produções nos causam essa reação, e hoje elas estarão listadas aqui. Vale lembrar que a lista foi feita baseada na minha opinião, a humilde escritora que já foi "atropelada" por muitos filmes.


RÉQUIEM PARA UM SONHO (Darren Aronofsky, 2000)


O filme fala a respeito de vícios em geral. A história é focada em uma senhora, viciada em televisão, e seu filho que, junto com os amigos e a namorada, é um usuário abusivo de drogas pesadas. Particularmente, sou muito fã do Aronofsky, considero o cara um dos grandes gênios da nova geração de diretores. Réquiem para um sonho é realmente um filmaço! Mas ao terminar de assistí-lo, me senti como atropelada, não por um caminhão, e sim, por um transatlântico!! A versão do diretor é ainda mais perturbadora. Os minutos finais te engolem em meio aos flashs de imagens, à música e ao choque de realidade que o filme dá. É um tanto quanto pesado, mas eu o recomendo, em especial pela brilhantíssima atuação de Ellen Burstyn como a senhora, mãe do personagem de Jared Leto.



IMPÉRIO DOS SONHOS (David Lynch, 2006)


Uma mulher apaixonada e completamente atormentada no meio de um grande mistério. É apenas o que se pode resumir como sinopse de Império dos Sonhos. Vindo da louca e genial mente de David Lynch, mais um diretor do qual sou (muito!!) fã, não se podia esperar algo diferente: a tal sensação de atropelamento. Desde Eraserhead, passando por O Homem Elefante, até Veludo Azul, experimentamos nos filmes de Lynch um pouco da sensação de impotência perante a trama. Tudo é tão simples e, ao mesmo tempo, tão complicado. Brincar com emoções, forçando o epectador a pensar e refletir sobre aquilo que está assistindo parece ser uma especialidade de Lynch. Você esgota sua mente elaborando resoluções para a trama quando, na verdade, ela não exige nenhuma resolução. É apenas a verdade nua e crua disfarçada de trama complexa.



INCÊNDIOS (Dennis Villeneuve, 2010)


Sim, mais uma vez venho falar sobre esse filme. Incêndios não se classifica como um filme perturbador e sim revelador. A sensação de atropelamento, assim como em Réquiem para um sonho, é conferida pelos momentos finais. Tudo se desenrola baseado em um ótimo roteiro, mas o final pode ser considerado "a cereja do bolo": é sofrido, desesperador, agoniante e realmente mexe com os nossos sentimentos mais profundos. Pelo fato de ter acabado de assistí-lo completamente mexida e estonteada, resolvi listá-lo.



A ÁRVORE DA VIDA (Terrence Malick, 2011)


Trata-se apenas da história de uma família da década de 50, uma mãe omissa e um pai austero. Não. O filme vai muito além disso. A Árvore da Vida explora as origens e o significado da existência humana, tendo uma estética bastante surrealista. Muitas pessoas chegaram a comentar comigo que não entenderam o filme, ou que acharam muito "enrolado". Mais uma vez, é uma grande brincadeira com nossos sentidos, nossa percepção, nossas emoções. A fotografia é bonita e o roteiro é simples, mas através de toda a estética conceitual e, novamente, surrealista, o filme é uma espécie de catarse. Necessita, sim, de muita paciência por parte do espectador, que muitas vezes se perde em meio às imagens espaciais, mas no fundo no fundo, é um belíssimo filme.

VANILLA SKY (Cameron Crowe, 2001)


Eu, sinceramente, preferia dizer que não entendi esse filme. Mas eu entendi. E me senti feita de idiota. Na minha humilde opinião, a história do jovem editor David Aames que apesar de ter tudo sente sua vida incompleta, não passa de um pseudo cult. Não desgosto do trabalho de Crowe, de maneira alguma, mas acho Vanilla Sky copletamente dispensável. Apesar da boa crítica, até hoje me pergunto o motivo de tanto "mimimi" para um final tão bobo e, se bem analisado, fútil. Um dos poucos filmes que me deixou a sensação de ter sido atropelada por um caminhão e conseguiu não me marcar positivamente. Em nada.



IRREVERSÍVEL (Gaspar Noé, 2002)


Ser atropelado por um caminhão, literalmente, não deve ser algo muito agradável, certo? Pois bem, Irreversível é o sentido literal disso em sua totalidade: desconcertante, desagradável, desconfortável. Isso não o qualifica como um filme ruim, mas muito, muito estranho. A história é sobre dois homens em busca de vingança. Até aí, tudo ok. Mas colocar a pobre Monica Belucci para ser estuprada em uma cena de meia hora, sem interrupções, já é sacanagem. Sem contar com a narrativa em ordem cronológica inversa e as rotações da câmera. A sensação de desconforto é real, física. Tanto que quando o filme foi lançado, junto com o ingresso, alguns cinemas distribuiram saquinhos de vômito para os espectadores. Vai saber, hã?!

That's all, folks. Lembrando, mais uma vez, que a lista trata-se exclusivamente da minha opinião. Não pretendo influenciar ninguém a gostar ou não de um filme, apenas a assistí-los e formarem seus prórpios conceitos acerca ;)


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